Fabrício Maurício | O Valentão
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O Valentão

O Valentão

Por Fabricio Mauricio em Gotas de Lágrimas, Textos e Crônicas 16 mai 2012
Mudando um pouco. Testando todos os meus limites. Este, um texto mais leve, ingênuo e simples, porém com uma estética de vocabulário maior e uma grande mensagem. Divirtam-se!
Então tá! Vou te contar quem é de fato o Valentão! Aqui é só um aperitivo, pois a valentia do Valentão não pode caber só em uma página (uma só não dá nem pra Ele se limpar), precisa de no mínimo um livrão! Sabe aquele Cara, que vive com a sobracenlha em “V”? Sempre com a fronte enrugada? Afronta todos como o Brutus? Só dá patada? Vive de pá virada? Pois é…
Este é aquele que é também um grande Cagão. Seria a Valentia, uma forma de maestria para se proteger de sua cagania*? De fato, geralmente Eles se comportam assim… Demorei acreditar. Custei pra assimilar. Não fosse esta história ter me sido contada por alguém tão destemido, com uma convicção terrificante, e que ainda me é tão caro, não haveria de conceber uma sentença destas.
Os Valentões na verdade, não passam de Cagões! Cagões que se borram frente aos desencontros da vida, e pra esconder a sujeira e catinga de sua caca, se vestem com valentia pra espantar os Cheiradores. E como tem Pessoas neste mundo que são ruins de faro! Por sermos maus cheiradores acabamos por ceder à bravura do Valentão, que disto não tem nada, senão grandes nádegas. Não passa de um Bundão, que vive a dar sermão, com a mesma mão que não para de limpar seu Butão! Se acha mesmo o Bonzão! Oh, pobre Valentão!
Vive este, em eterna tensão, diante do que vai topar na contramão de sua história inglória. Chora escondido, sem lágrimas, sem gemido, sem soluço e sem ombro, sem colo, esse está fodido… Por isto é um ouriço.
Cadê o ombro? Não se encosta, não acolhe, não escolhe, dita o que está na lista e depois se estrumbica. Aí, fica com cara de cuíca, e prá se esconder, se põe a enlouquecer achando que vai te botar pra correr. Quer enfrentar?
Então deixa estar. Não ceda à sua empáfia.  Com esta cara de máfia, só tem massa, de testa ondulada e de resto de comida que em breve vai virar uma grande obrada.
Ele senta no trono, e adivinha? Claro, se acha o Rei. Logo começa a feder e então perceber, que de mim e de Você, dissemelhante não é. Mas pensamento bobo assim passa logo na cabeça desse coisa ruim. Por lá Ele pensa e nunca se recompensa. Acha que é o Cara, mas não passa de uma Farra!
Passa por Você e finge que nem te vê! Com o nariz tão arrebitado, dá prá ver toda sua cacaca, misturado àquela cabeleira dura. É firme, bronco e fala grosso, parece que acabou de engolir um osso. Rosna alto, tem alguns até que se camufla e anda de salto.
É Você o Valentão?!?!?!? Ufa… Conhece-o? Se vir algum por aí me fala! Tenho aqui um antídoto que não falha. É só dar-lhe um abraço bem com força (aperta bem e não solta por nada, nem se Ele gritar. Fica igual um tamanduá), olhar bem fundo na sua cara de morsa e dizer prá Ele: “ Se coça! Ou Você adoça o seu Ser, ou puxa a carroça se não tu vai ver!!!”
É infalível, Você vai me agradecer, e nunca mais vai acontecer!
* Me desculpem o neologismo. Não encontrei outra forma de expressar o significado que quis atribuir nesta hora. Cagania – Cacoete apócrifo àquele que tem pelo defecar uma espécie de mania, um hábito tão eloquente que passa a fazer parte daquele que dejeta, tornando ambos em Uno.

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